Participantes

Luce Giard  (Conferencista)
Historiadora das ciências, da filosofia e dos meios intelectuais no Renascimento, pesquisadora do Centre de Recherches Historiques, Paris (CNRS-EHESS); ex-diretora do Laboratório de História das Ciências do CNRS (1989-1995). Editora dos escritos de Michel de Certeau. Autora, entre outros, de Logique et théologie au XVIe siècle: Aux sources de l’argumentation de Martin Buber (1980); L’invention du quotidien, t. 2. Habiter, cuisiner (com M. de Certeau e P. Mayol, 1994); L’ordinaire de la communication (com M. de Certeau, 1983), Philosopher par passion et par raison: Stanislas Breton (1990); Histoire, mystique et politique. Michel de Certeau (com H. Martin e J. Revel, 1991); Michel Foucault, lire l’oeuvre (1992); Les jésuites à l’âge baroque (1540-1640) (com L. de Vaucelles, 1996); Des Alexandries I. Du livre au texte (com Ch. Jacob, 2001).

Laurent Vidal (França)
Historiador, Professor na Universidade de La Rochelle, França, pesquisador de história do Brasil e das Américas do CRHIA, Centre de Recherches en Histoire Internationale et Atlantique, com ênfase em história das cidades. Autor, entre outros, de De Nova Lisboa à Brasília : l’invention d’une capitale, xixe-xxe siècles (2002); Mazagão, la ville qui traversa l’Atlantique (2005; prix La Ville à Lire, 2006); Les larmes de Rio (2009); Ils ont rêvé d’un autre monde (2015) e organizador, entre outros, de La ville au Brésil (XVIII-XX siècles), naissances, renaissances (2008), (c/ Tânia de Luca) Les Français au Brésil – XIX e XXème siècles (2009) – livros, todos eles, traduzidos para diversos idiomas.

Stephen Wright (Canadá/França)
Teórico e curador, professor de teoria da arte e orientador acadêmico na European School of Visual Arts , junto ao Programa de Pós-Graduação em Documentos e Arte Contemporânea. Sua obra põe em foco a política dos usos, particularmente em contextos de práticas colaborativas e extra disciplinares dentro e fora do campo da arte. Dedica-se no momento à produção das obras Not, Not Art, sobre o tema das práticas de uso e do volume Politics of Usership, ambos a serem lançados em 2016. É autor de Toward a Lexicon of Usership (Van Abbe Museum, 2013, tradução brasileira no prelo pela Ponto Aurora/Publication Studio, 2016) e curador de exposições como “Situation Z” (Marselha, 2011), “Escapologies” (Graz, 2012), “Unsupported Documents” (Marselha, 2015) e “Making Use: life in post-artistic times” (Varsóvia, 2016).

André Mesquita
Pesquisador das relações entre arte, política e ativismo, membro da rede de pesquisa e curadoria Red Conceptualismos del Sur, obteve em 2014 o título de Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo com a tese Mapas Dissidentes: Proposições Sobre Um Mundo Em Crise (1960-2010). Em 2014, foi pesquisador residente no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía em Madri. Autor de Insurgências Poéticas: Arte Ativista e Ação Coletiva (São Paulo: Annablume/FAPESP, 2011) e Esperar não é saber: arte entre o silêncio e a evidência (Prềmio Funarte de Pesquisa em Artes Visuais, 2015) e co-autor de Desinventario: Esquirlas de Tucumán Arde en el Archivo de Graciela Carnevale (Ocho Libros, 2015). Atuou como curador nas exposições “Perder la forma humana: Una imagen sísmica de los años ochenta en América Latina” (Museu Nacional e Centro de Arte Reina Sofía – MNCARS, Madri, 2012) e “Politization of friendship” (Museo de Arte Contemporânea de Metelkova, Liubliana, 2014).

Carlos Zerón
Professor titular da Faculdade de História da USP, com pesquisas sobre escravidão indígena e africana, sobre a legislação indigenista na América portuguesa e espanhola, e sobre o pensamento jurídico moderno. Autor, entre outros, de Ligne de foi: la Compagnie de Jesus et l’esclavage (Brésil, XVI et XVII siècles) (2009 – traduzido para o português em 2011), e co-organizador, entre outros, de Contextos missionários: religião e poder no Império português (2011) e Revoltas populares no Brasil: missões Guarani e índios Sateré- Mawé (2014).

Danilo Paiva Ramos
Pós-doutorando em Antropologia Linguística pela Universidade do Texas (2015-2016, em curso, BEPE-FAPESP) e em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (2014-2016, em curso, bolsa FAPESP). Desenvolve pesquisas em etnologia indígena, com ênfase em estudos sobre xamanismo, discurso, performance, vida ritual, mobilidade, direitos indígenas, saúde indígena e territorialidade. Autor de Círculos de coca e fumaça. Encontros noturnos e caminhos vividos pelos Hupd’äh (2016, no prelo) e Co-autor de Nervos da terra: histórias de assombração e política entre os Sem-Terra de Itapetinga– SP (2009) e de Os cantos do homem-sombra (2014). Coordena o Grupo de Estudos de Antropologia e Linguística (GEAL-USP) e é membro do NAPeDra, Núcleo de Antropologia, Performance e Drama, ambos vinculados ao PPGAS-USP.

Diana Gonçalves Vidal
Professora titular da Faculdade de Educação da USP, com pesquisas na área da história comparada da educação e das práticas de leitura e escrita na escola pública. Autora, entre outros, de O exercício disciplinado do olhar: livros, leituras e práticas de formação docente no Instituto de Educação do Distrito Federal, 1932-1937 (2001), Culturas escolares: estudos sobre práticas de leitura e escrita na escola pública primária (2005), e co-organizadora, entre outros, de História das culturas escolares no Brasil (2010), Reformas educativas en Brasil y en Argentina – ensayos de historia comparada de la educación (2011) e Santa-Anna Nery e a educação: um olhar brasileiro no estrangeiro (2015).

Fernanda Arêas Peixoto
Professora associada livre-docente do Departamento de Antropologia Universidade de São Paulo, com pesquisas na área da teoria, história e método da antropologia, e ênfase nas relações entre antropologia e literatura, cultura e imaginário urbanos, antropologia dos saberes e das artes. É coordenadora do Coletivo ASA – Artes , Saberes e Antropologia e autora, entre outros, de Diálogos Brasileiros: uma análise da obra de Roger Bastide (2000) e A viagem como vocação: itinerários, parcerias e formas de conhecimento (2015). Co-organizadora de de diversas publicações como Antropologias, Historias, Experiências (1994), Gilberto Freyre em quatro tempos (2003) e São Paulo: os estrangeiros e a construção das cidades (2011).

Julia Ruiz Di Giovanni
Doutora em Antropologia Social e pesquisadora em Pós-Doutorado no PPGAS-USP, realiza pesquisas sobre as qualidades poéticas e performáticas dos processos de organização e ação política. É autora de Artes do Impossível – protesto de rua no movimento antiglobalização (2013) e Cadernos do Outro Mundo: O Fórum Social Mundial em Porto Alegre (2015). A pesquisa pós-doutoral Artes da presença: ação e imagem entre estética e política que desenvolve atualmente (Bolsa Capes/PNPD) enfoca as relações entre performance e imagem nas práticas de artistas e ativistas. É uma das coordenadoras do Coletivo ASA – Artes, Saberes e Antropologia.

Mário Eduardo Costa Pereira
Professor titular de Psicopatologia Clínica pelo Laboratoire de Psychopathologie Clinique et Psychanalyse da Aix-Marseille Université (França) e Professor associado livre-docente em Psicopatologia do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual (UNICAMP), onde dirige o Laboratório de Psicopatologia: sujeito e singularidade (LaPSuS). Diretor do Núcleo de São Paulo do Corpo Freudiano – Escola de Psicanálise. Realiza pesquisas nas áreas da Epistemologia da psicopatologia, psicopatologia da angústia e do pânico, psicanálise e cinema. Autor, entre outros, de Leituras da psicanálise: estéticas da exclusão (1998), Pânico e desemparo (1999) e Psicopatologia dos ataques de pânico (2003).

Rogerio Proença Leite
Professor associado da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e coordenador do Laboratório de Estudos Urbanos e Culturais – LABEURC. Professor colaborador do mestrado em Patrimônio do IPHAN (RJ) e do mestrado e doutorado em Cidades e culturas urbanas (Universidade de Coimbra). Realiza pesquisas nas áreas de cidades, culturas urbanas e patrimônios culturais. Autor, entre outros, de contra-usos da cidade: lugares e espaço público na experiência urbana contemporânea (2004, 2007) e co-organizador, entre outros, de Plural de cidade: novos léxicos urbanos (2009) e Diálogos urbanos: territórios, cultura e patrimônios (2103).

Temístocles Cezar
Temístocles Cezar é professor da UFRGS desde 1994. Possui mestrado em Ciências Sociais, doutorado e pós-doutorado em História, este último título pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Atualmente, é também vice-presidente da Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia. Seu trabalho de pesquisa explora os temas da escrita e teoria da historia na historiografia antiga e moderna sobre os quais tem vários artigos e capítulos de livros publicados no Brasil, Portugal, Espanha, França e no Scielo Social Sciences. Artigo “Lição sobre a escrita da história: historiografia e nação no Brasil do século XIX”

Share Button